Posso não concordar com nenhuma das tuas palavras, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las. (Voltaire)

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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bullying Escolar

Ao adentrar hoje a sala da 3ª série "B" de ensino médio, turno vespertino, vi algo digno de nota: alunos dessa turma se solidarizavam com outra da mesma série, porém do turno matutino, escrevendo cartazes em seu apoio. Esta aluna teve seu nome escrito em todas as carteiras da sala, além das paredes, e palavras impróprias foram utilizadas para ofendê-la.

Devemos lembrar que essa prática, o bullying escolar, rendeu até óbitos em escolas pelo Brasil e pelo mundo, já que vítimas não contiveram seu já abalado emocional. O portal de notícias G1 publicou uma matéria sobre medida adotada em São Paulo:

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Assembléia de SP aprova lei de combate ao bullying escolar

Para entrar em vigor, lei depende de sanção do governador José Serra (PSDB).
Projeto prevê encaminhamento vítimas e agressores aos serviços médico e psicológico.
Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo

A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, há um mês, um projeto de lei que obriga as escolas públicas e privadas do estado a adotarem medidas preventivas contra o bullying escolar - formas de intimidação, agressão e pressão psicológica repetitiva, sem motivação evidente. Para entrar em vigor, o projeto depende da sanção do governador José Serra (PSDB). A expectativa é que o projeto seja aprovado na próxima semana.


Entenda o bullying escolar

Se sancionada pelo governador, a lei também contemplará os professores, que são vítimas desse tipo de violência na escola. Pelo projeto, cada escola terá autonomia para aprovar um plano de ações para a implantação das medidas previstas no programa, entre elas capacitar os docentes e profissionais da escola; criar regras no regimento escolar contra o bullying; observar e identificar quem são os praticantes e quem são as vítimas do bullying e auxiliar as vítimas e agressores.

O projeto também prevê a realização de convênios e parcerias, além do encaminhamento vítimas e agressores aos serviços de assistência médica, social, psicológica e jurídica.

Segundo o deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), autor do projeto de lei, no Brasil não há números recentes sobre o assunto. No entanto, ele aponta que uma pesquisa feita em Portugal, com sete mil alunos, constatou que um em cada cinco estudantes já foi vítima desse tipo de agressão. O estudo mostrou que os locais mais comuns de violência são os pátios de recreio, em 78% dos casos, seguidos dos corredores (31,5%).

Outros casos

O deputado lembrou que em 2004, um aluno de 18 anos de uma escola de Taiúva, no interior de São Paulo, feriu oito pessoas com disparos de um revólver calibre 38, suicidando-se em seguida. O jovem era obeso e, por isso, era uma vítima constante de apelidos humilhantes.

Na Paraíba, um aluno menor de idade, criou um perfil no Orkut onde aparecia numa foto armado e afirmava ser vítima de bullying e ameaçava a escola. Diante da situação, a escola instalou detectores de metal e pediu ajuda à polícia. O jovem se entregou e afirmou estar arrependido.

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Na sexta-feira da semana passada, os alunos já comentavam entre si os efeitos que isso estaria causando sobre a aluna, e o que os agressores ganhavam com isso. Hoje, decidiram ir à luta, fixando cartazes na parede em apoio à colega.
Sua intenção não é afrontar aquele(s) que, sem motivo aparente, resolveram agredir psicologicamente sua colega. O objetivo é conscientizar. Conscientizar que, caso sejam colegas de turma, alunos de um 3º ano deveriam estar preocupados com seu futuro escolar (faculdade) e profissional; mesmo se forem de séries anteriores, a atitude não se justifica.
Para a aluna, desejo força e coragem. Já chegou até o terceiro ano, pelo que pude saber com louvor, e a melhor maneira de mostrar seu valor é tendo sucesso em um vestibular, por exemplo, enquanto que aquele(s) que perderam tempo lhe vilipendiando estão com a nuvem negra da ignorância sobre suas cabeças.
Aos alunos da tarde, parabéns pela compaixão, e que as pertubações da vida adulta não façam com que percam essa qualidade, que torna o ser humano ímpar.

2 comentários:

Clarinha disse...

Oi professor, eu gostei do que o senhor escreveu sobre mim, não me importo se publicar a carta que eu escrevi, pode publicar à vontade. Uma amiga minha da tarde conseguiu por fim me convencer a passar para o turno vespertino, estudando ou na sala dela 3°A, ou no 3°B... Bjos, e obrigada...

Clarinha disse...

Espero que o diretor eleito saiba fazer dessa escola uma escola melhor...